sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

BRIÓFITAS E PTERÓFITAS!!! - DEFINIÇÕES E UM POUCO MAIS....









Importância das Briófitas: São importantes componentes da biomassa. E são essenciais para alguns ecossistemas por serem parte de sua cadeia alimentar (certos animais comem musgos).
  • Por absorverem muita água, evitam a erosão do solo em locais onde crescem abundantemente.
  • Assim como os líquens, são indicadores da poluição ambiental.
  • Podem ser utilizadas em pesquisas biológicas, farmacêuticas e para extração de essências.
  • Podem ser cultivadas como ornamentais.




Reprodução: As briófitas dependem de água para a fecundação, uma vez que o gameta masculino (móvel) necessita de um meio líquido para se deslocar até o gameta feminino (imóvel). Portanto, embora a maioria dessas plantas seja terrestre, seus laços de dependência da água não foram totalmente rompidos.




A reprodução ocorre por alternância de gerações ou metagênese. Isso significa que o ciclo inclui uma fase sexuada e outra assexuada. A fase sexuada (de gametófito) é produtora de gametas e a assexuada (de esporófito), de esporos. A reprodução de um musgo dióico, ou seja, no qual os sexos estão separados em plantas distintas, serve para ilustrar o processo. Ao atingirem a maturidade sexual, os gametófitos (a planta permanente) produzem gametângios masculinos (anterídios) e femininos (arquegônios), em cujo interior se formam os gametas masculinos (anterozóides) e femininos (oosferas). Os anterozóides podem alcançar os oosferas por meio de gotas de orvalho ou pingos de chuva.



A união entre o anterozóide e a oosfera (fecundação), que ocorre no arquegônio, determina a formação do zigoto. Este se desenvolve e dá origem ao esporófito, produtor de esporos, que cresce sob o gametófito feminino e daí obtém seu alimento.



O esporófito é constituído de uma haste em cuja extremidade há uma cápsula que abriga os esporângios -- urnas diminutas onde os esporos se formam por meiose, para serem a seguir expelidos para o meio ambiente. Em condições adequadas, cada esporo germina e se transforma numa espécie de broto, o protonema, que por sua vez dará origem a um novo musgo (gametófito), fechando o ciclo.




A identificação das espécies das briófitas baseia-se tanto em características do gametófito quanto do esporófito, convém nunca esquecer que apenas as cápsulas já maduras é que são utilizadas na identificação de uma espécie de briófita. O primeiro passo no processo de identificação das briófitas consiste em distinguir os três grandes grupos das briófitas: antóceros, musgos e hepáticas.
Vejamos algo sobre estes grupos:

Antóceros


  • Ambiente: Habitam barrancos úmidos, regiões montanhosas, gramados e solos úmidos.
  • Reprodução: Os gametófitos dos antóceros assemelham-se a rosetas. Os gametófitos possuem cavidades cheias de mucilagem que abrigam algas simbiontes do gênero Nostoc. Algumas espécies possuem gametófitos unissexuados ou bissexuados. O arquegônio e o anterídio estão imersos no gametóforo, e sua superfície.

Musgos

  • Os representantes dessa espécie são os vegetais mais conhecidos entre todas as briófitas. A planta conhecida como musgo é o gametófito organizado em rizóides, caules e folhas.
  • Os maiores musgos chegam a atingir 20cm de comprimento, como ocorre com os musgos do gênero polytrichum.
  • Algumas espécies de musgos podem ser encontradas em habitats desérticos e ainda formarem extensos tapetes sobre rochas expostas.

Hepáticas

  • As hepáticas são um grupo de briófitas que possuem uma forma lobada, lembrando o formato de um fígado e, antigamente, acreditavam que estas plantas tinham o poder de curar doenças hepáticas.
  • Morfologia: Podemos encontrar hepáticas com formas talóide e folhosa.
  • São vegetais que vivem em locais de muita umidade ou em águas doces. o gametófito é taloso, prostrado, e provido de rizóides na face interior, o gênero mais conhecido é o da Marchantia.




Pteridófitas!!! "Sem sementes..."




  •   Características:  As pteridófitas são as primeiras plantas com tecidos especializados na condução de água, ou seja, são plantas vascularizadas. Em todas as pteridófitas, há duas gerações adultas somáticas que se alternam num ciclo reprodutivo, em que a geração diplóide (2n) é maior que a geração haplóide (n). 
    Pteridófitas não possuem frutos, nem flores, nem sementes. 
    As pteridófitas mais conhecidas são as samambaias, xaxins, e rendas-portuguesas. 
    Ocorre nas samambaias, a chamada metagêneses, ou seja, o a forma adulta duradoura é de tamanho maior e diferenciado e a forma do gametófito é pequena, chamada de prótalo (em forma de coração).
    São plantas muito primitivas e que a maioria das espécies é de áreas tropicais...





Atualmente, a importância das pteridófitas para o interesse humano restringe-se, principalmente, ao seu valor ornamental. É comum casas e jardins serem embelezados com samambaias e avencas, entre outros exemplos.
Ao longo da história evolutiva da Terra, as pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de vasos condutores de nutrientes. Isso possibilitou um transporte mais rápido de água pelo corpo vegetal e favoreceu o surgimento de plantas de porte elevado. Além disso, os vasos condutores representam uma das aquisições que contribuíram para a adaptação dessas plantas a ambientes terrestres.

O corpo das pteridófitas possui raiz, caule e folha. O caule das atuais pteridófitas é em geral subterrâneo, com desenvolvimento horizontal. Mas, em algumas pteridófitas, como os xaxins, o caule é aéreo. Em geral, cada folha dessas plantas divide-se em muitas partes menores chamadas folíolos.
A maioria das pteridófitas é terrestre e, como as briófitas, vive preferencialmente em locais úmidos e sombreados
(Xaxim)

Reprodução das Pteridófitas!!!!


Da mesma maneira que as briófitas, as pteridófitas se reproduzem num ciclo que apresenta uma fase sexuada e outra assexuada.

Para descrever a reprodução nas pteridófitas, vamos tomar como exemplo uma samambaia comumente cultivada (Polypodium vulgare).
A samambaia é uma planta assexuada produtora de esporos. Por isso, ela representa a fase chamada esporófito
Em certas épocas, na superfície inferior das folhas das samambaias formam-se pontinhos escuros chamados soros. O surgimento dos soros indica que as samambaias estão em época de reprodução - em cada soro são produzidos inúmeros esporos.
(Soro nas folhas de samabaia)

O protalo é uma planta sexuada, produtora de gametas; por isso, ele representa a fase chamada de gametófito.
(Ciclo reprodutivo das samabaias)
O protalo das samambaias contém estruturas onde se formam anterozoides e oosferas. No interior do protalo existe água em quantidade suficiente para que o anterozoide se desloque em meio líquido e "nade" em direção à oosfera, fecundado-a. Surge então o zigoto, que se desenvolve e forma o embrião.
O embrião, por sua vez, se desenvolve e forma uma nova samambaia, isto é, um novo esporófito. Quando adulta, as samambaias formam soros, iniciando novo ciclo de reprodução.
Como você pode perceber, tanto as briófitas como as pteridófitas dependem da água para a fecundação. Mas nas briófitas, o gametófito é a fase duradoura e os esporófitos, a fase passageira. Nas pteridófitas ocorre o contrário: o gametófito é passageiro - morre após a produção de gametas e a ocorrência da fecundação - e o esporófito é duradouro, pois se mantém vivo após a produção de esporos.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Grato. Só que ainda será postado muito mais sobre essas espécies de plantas. Tanto Briofitas quanto pteridófitas...aguarde!

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